Os Evangelhos # 3ª Parte
27 de fev. de 2018
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POR QUE QUATRO EVANGELHOS?
Não teria bastado uma só narrativa direta e contínua? Não teria sido mais simples e claro? Isso não teria poupado algumas das dificuldades surgidas em torno do que alguns chamam de narrativas divergentes?
A resposta é simples. Uma ou duas pessoas não teriam dado um retrato completo da vida de Cristo. Há quatro funções distintas de Cristo apresentada nos Evangelhos, sendo elas:
Mateus: Ele é o Rei
Marcos: Ele é o servo
Lucas: Ele é o Filho do Homem
João: Ele é o Filho de Deus
É verdade que os quatro evangelhos têm algo em comum. Todos tratam do ministério terreno de Jesus, sua morte e ressurreição, seus ensinos e milagres, porém cada evangelho tem suas diferenças. É fácil ver que cada um dos autores procura apresentarem um aspecto diferente do Salvador.
Mateus, de propósito, acrescenta à sua narrativa o que Marcos omite. Nenhum dos evangelhos contém a narração completa da vida de Cristo. João diz: Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez; e se cada uma das quais fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem. Amém. João 21:25
Existem vazios intencionais que nenhum dos evangelistas pretendeu preencher. Por exemplo, todos omitem um registro de dezoito anos da vida de Cristo, entre seus 12 e 30 anos de idade. Embora cada evangelho seja completo em si mesmo, cada evangelista registrou aquilo que era relevante e pertinente a seu tema particular.
Cada evangelho apresenta um aspecto diferente da vida terrena de nosso Senhor. Juntos, formam um retrato completo. Ele era Rei, mas era também Servo perfeito. Era o Filho do homem, mas não devemos nos esquecer de que era o Filho de Deus.
Há quatro evangelhos, mas um Cristo, quatro narrativas com um propósito e quatro esboços de uma pessoa.
JESUS NOS QUATRO EVANGELHOS
Guarde este esboço e você nunca se esquecerá do conteúdo do Evangelho.
Rei – Mateus apresenta Jesus como Rei. Foi escrito em primeiro lugar para os judeus. Ele é o Filho de Davi. Sua genealogia é real está registrada no capítulo 1. Nos capítulos 5-7, no Sermão do Monte, temos o manifesto do Rei, contendo as leis do seu reino.
Servo – Marcos descreve Jesus como Servo. Escrito para os Romanos, não contém genealogia. Por quê? Ninguém está interessado na genealogia de um servo. Achamos mais milagres aqui do que em qualquer outro evangelho. Os Romanos pouco se interessavam por palavras; muito mais por ações;
Homem – Lucas mostra Jesus como o Homem perfeito. Escrito para os gregos, sua genealogia vai até Adão, o primeiro homem, em vez de Abraão. Como Homem Perfeito, vemo-lo constantemente em oração e os anjos servindo-o.
Deus – João retrata Jesus como Filho de Deus. Escrito para todos os que hão de crer, com o propósito de levar os homens a Cristo (Jo. 20.31), tudo nesse evangelho ilustra e demonstra seu relacionamento com Deus. Os versículos iniciais transportam ao “princípio”.
O Dr. Griffith Thomas apresenta assim os Evangelhos:
Mateus ocupa-se com a vinda de um Salvador Prometido;
Marcos ocupa-se com a vinda de um Salvador Poderoso;
Lucas ocupa-se com a graça de um Salvador Perfeito;
João ocupa-se com a posse de um Salvador Pessoal.
Os Evangelhos estão ligados às promessas do Messias no AT. Não se pode explicá-las à parte das grandes profecias messiânicas do AT.
Os profetas traçaram um retrato magnífico do Messias. Falaram de suas funções, missão, nascimento, paixão, morte, ressurreição e glória. Consideremos os nomes e títulos que os profetas lhe atribuíram.
Ele é chamado Rei (Sl. 72; Is. 9.6,7; 32.1; Jr. 23.5; Zc. 9.9; 14.9. Essas passagens entre outras falam da função real do Messias. Os profetas falam muito do seu reino, da extensão desse Reino e do triunfo final de Cristo.
Ele é chamado de Servo de Jeová ( Is. 42 1-7; 52. 13-15; 53.
Ele é chamado O Homem e o Filho do homem (Gn. 3.15; 22.18; Is. 7.14-16; 9.6)
Ele é chamado Deus (Is. 9.6; 40. 3-5; 47.4; Jr. 23.6)
Os evangelhos apresentam Jesus nesses quatro aspectos.






































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